15 de maio de 2013

Resenha: Delírio - Lauren Oliver




Lauren Oliver, 342 páginas, Editora Intrínseca.
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
Amor deliria nervosa mais especificamente - é uma doença, que pode ser tratada com uma cirurgia feita antes dos 18 anos de idade. Independentemente se o jovem deseja ou não a intervenção é realizada, mas esse não é o caso de Lena. Ela conta os dias, os segundos, para o dia em que estará livre da doença que matou sua mãe e a obrigou a viver com sua tia Carol. Ela mal pode esperar para se ver livre do medo constante de ser infectada pela doença.
Lena mora em Portland, cidade com praia e cercada de verde poderia ser o paraíso, mas a sombra dos inválidos permeia a sociedade. O Governo não permite que eles existam, no entanto o mito está presente na vida de todos, como um alerta, o que a doença faria se não houvesse a cura.

Os livros distópicos, (pelo menos alguns deles) nos apresentar um mundo perfeito, longe das pragas do mundo moderno, como a perfeição não existe, a sensação de que tudo pode desmoronar é grande. Em um momento tudo é perfeito, em outro, não se sabe o que acontece.

Lena, começa como a típica cidadã que idolatra o Governo, vive sem questionar e mal pode esperar para fazer parte da sociedade propriamente dita. Porém, o mundo perfeito na prática está longe de existir. A medida que o livro se desenrola, ela amadurece, evolui, não de forma brusca, mas de forma gradual. O que faz toda a diferença, ela é forte e audaciosa, uma das características que eu particularmente gosto em personagens principais.

O eu posso dizer do livro? Ele é maravilhoso!!! Amei a narrativa da autora, a forma como ela fala sobre o amor é linda. Sua escrita é incrível, ela já entrou para o rol de favoritos.
Eu fiquei um tempão pensando no final do livro! Meu coração ficou dilacerado, angustiado e muito emocionado! A forma como Lauren relata o amor é tão doce e pura – quase palpável.
Não vejo a hora de ler Pandemônio, não tem como não surtar com aquele final! 
Se não leu Delírio ainda, está perdendo e muito!


2 comentários:

Marco Antonio disse...

Bom dia Érica,

Gostei da sinopse e sua resenha me deixou curioso...vai para a minha lista de desejados...parabéns pela resenha...abçs.


http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

Fernanda Souza disse...

Todo mundo elogia Delírio, mas eu tenho um pé atrás com distopias, nem sempre elas encantam o quanto deveriam e eu costumo me frustrar com livros muito amados. O que até me deixa curiosa, é essa doença que tem uma forma de ser combatida e até que ponto essa protagonista apoia seu governo.

Beijos
www.leitoraincomum.com

 

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